terça-feira, 15 de outubro de 2019

Com Futebol envolvente e convincente, mesmo levando susto, Coité avança no Intermunicipal, 2019.

Por Idelbrando Mota
Coité enfrenta Conceição do Feira nas oitavas do Intermunicipal
O que todo torcedor apaixonado pela Seleção Coiteense esperava da sua equipe, aconteceu no último domingo, no jogo de volta contra a Seleção de Camacã, pois os comandados de Rau, entraram em campo com um simples objetivo: avançar as oitavas de finais do Intermunicipal deixando os mais de 1.700 torcedores presentes, extasiados com o futebol apresentado. Não se pode deixar de falar que, com o espírito vencedor que tem o selecionado coiteense, houve um descuido o qual quase compromete a caminhada de Coité no Intermunicipal, pois aos 14 minutos do primeiro tempo, levou um gol de Léo Itália que pegou de primeira e mandou para o gol, Ravelly nada pode fazer. Coité quase levou o segundo, mas para a felicidade da nação coiteense, a bola tocou na trave. 


Dai em diante, Coité acordou do susto e tomou conta novamente do jogo. A torcida não parava de incentivar e, lá dentro de campo, os atletas passaram a retribuir com belas jogadas, deixando claro que o gol de empate era questão de tempo. Balotelli, que entrou no lugar do machucado Julinho, formou o que muitos achavam que era o ataque dos sonhos de Coité, com o atleta que tem nome de expressão mineira, Ué e deu nova dinâmica ao jogo. E como diz uma música, essa dupla deu certo, pois Ué havia desperdiçado uma boa oportunidade em um cruzamento da direita feito por Balotelli, que jogou pela beirada, local que eu acho que deve ser sempre a sua posição, Ué tentou de voleio e a bola passou por cima. Mas, logo em seguida, aos 30 minutos, o menino que tem nome de gente grande e de craque, Pelezinho, lançou para Ué que, com muita categoria, deu um corte na zaga e bateu sem chances para o goleiro Som. Com esse gol, Camacã passou a sair mais para o jogo, pois só a vitória lhe interessava, e os espaços apareceram para Coité e, numa jogada em que a bola passou por quase todos os atletas de Coite, novamente Balotelli vai à linha de fundo e cruza para Ué com um toque de mestre virar o jogo aos 35 minutos.

Logo aos 6 minutos do segundo tempo, num cruzamento milimétrico de Galego Serrinha, Balotelli  apareceu livre e cabeceou como manda o manual, sem chances para Som, decretando números finais ao jogo.

Como disse no início, Coité jogou de forma envolvente e convincente. Vimos o lateral Galego aos poucos retomando seu futebol, o zagueiro Vinicius, que tem a missão de substituir Elvis, sendo um dois melhores em campo, Binho aquele xerife na zaga, Denis como o cão de guarda, Pelezinho dispensa comentários, Irones, que futebol joga esse moleque. O que falar do experiente Peu, ele ainda não está no melhor do seu futebol, mas a sua experiência cadencia o jogo e faz com que todos sintam-se seguros quando ele tem a bola no pé. Luciano Laranjeira fez, no meu entendimento, sua melhor partida este ano por Coité. Balotelli, enquanto esteve em campo, fez o que eu acho que ele deve fazer, jogar pelas beiradas, com sua velocidade, alimentando o ataque para Ué, que finalmente desencantou, fazer o que ele mais sabe, gols.

Rau, com suas modificações sempre pontuais, tem a equipe nas mãos. Coité levou susto, mas mostrou que tem muito futebol a mostrar e encantar cada vez mais ao apaixonado torcedor coiteense.